quinta-feira, 16 de setembro de 2010

The Tallest Man On Earth - Sometimes the Blues is Just a Passing Bird (2010)



Este ano, como uma sequela ou um satélite, o homem mais alto da Terra nos apresentou o segundo disco dele, The Wild Hunt, e agora traz á tona um novo EP. Sometimes the Blues is Just a Passing Bird, é uma declaração mais que sincera desse excêntrico trovador. Enquanto muitos LP/EPs e round-up pós-sessão privilegiam as mesmas faixas ou as mesmas experiências de estúdio para os fãs obstinados, estas cinco canções folclóricas austeras foram escritas na estrada e gravadas durante uma pausa da turnê recente. 

Essas canções são indiscutivelmente mais altas, marcadas pela vulnerabilidade de Kristian Matsson e pelo coaxar de sua voz estridente. A complexidade de seu trabalho de guitarra e seu ar pensativo fraturou letras, muitas vezes inspiradas, aparentemente, por sua Suécia natal - mais especificamente a região montanhosa de Dalarna, no noroeste de Estocolmo. E ainda, apesar de os mesmos elementos, em Blues há um personagem muito diferente de The Wild Hunt. É ligeiramente mais escuro, ferido, silenciado e meditativo, sem o alarde do segundo disco. Embora de alcance limitado no tom, o EP permite a Matsson explorar de um modo particular uma cor primária em sua paleta, um blues melancólico que define e permeia todas as canções aqui.



Sem se tornar, no entanto, sisudo ou desagradável ou fazer canções da moda, Matsson tira ganchos de poesia em qualquer coisa, seja em pedras e galhos e tudo aquilo que ele encontra ao longo da trilha. "Little River" abre o EP com curvas melódicas em um rabisco, um desejo jogado em um poço. Ela é honesta como registrar uma "queda de sonhar com coisas como um pequeno rio no chão de ouro". Da mesma forma, "The Dreamer", cuja letra dá ao EP o seu título, se transforma em um elegante melodia cheia de modéstia e obstinação. É, talvez, mais notável por ser o primeiro e até agora, o único homem que canta mais alto apenas para caracterizar a guitarra elétrica e o soco daqueles dedilhados ressonantes ecoam abrupta e surpreendentemente como um simples folk introspectivo ligado e ressonante.

Essa música especialmente gritante amplia o som de Matsson, que enfatiza a interação sutil entre voz e instrumentos de cordas. As notas de fragmentação que se abrem em "Like a Wheel" (que foi fechando os shows ao vivo nos últimos tempos) dão lugar a alguns de seus mais ternos vocais, enquanto em "Thrown Right At Me" é tão tranquila que soa como se ele pudesse escapar a qualquer momento, e sua forma de tocar é tão silenciosa e hesitante que a música é praticamente a cappella. Do início ao fim, Blues é tão pensativo e cuidadosamente construído como qualquer um dos álbuns de Matsson, revelando as nuances de seu som e colocando sutilmente uma pequena mentira para a noção de que ele precisa de nada além de sua voz para resistir e bater em sua guitarra.

Nota: 8,6

sábado, 11 de setembro de 2010

The Tallest Man on Earth - The Wild Hunt (2010)


Comparações com Bob Dylan têm sido feitas a Kristian Matsson ao longo de sua curta carreira como "o homem mais alto do planeta". Em 2006, seu auto-intitulado EP apresenta um cantor com um coaxar familiar, um compositor com uma sensibilidade revival-folk, e um guitarrista com um estilo ágil e dedilhado impressionante. No ano seguinte, sua estréia no longa-metragem, Shallow Grave, expandiu ideias, enfatizando plenamente e lindamente canções evocativas. The Wild Hunt, o segundo álbum do homem mais alto do planeta e o primeiro álbum pela Dead Oceans, faz alguns acenos para Dylan em sua fase mais significativa e deu à luz - incluindo uma referência à "botas de couro espanhol" em "King of Spain". 
Finalmente, embora, Matsson interprete Dylan, assim como o próprio Dylan interpretou Guthrie. Mais ao ponto, Matsson o traduz  para os campos escandinavos, onde ele canta sobre a mudança de estações e solitário lugares longe das cidades. Suas letras são ásperas e irregulares, muitas vezes, mais preocupado com a dor que evoca emoções do que fazer sentido explícito. Mas esse aspecto codificado apenas faz um som mais urgente, como se ele estivesse tentando convencê-lo de algo que não poderia ser representado em palavras.
Tal como aconteceu com álbuns anteriores, The Wild Hunt apresenta principalmente voz e violão, e neste austero ambiente íntimo - onde o banjo na faixa título soa como uma indulgência - Matsson persuade uma vasta gama de cores de uma paleta limitada, que é o caso do feeling em "You're Going Back" ou a exuberância de "King of Spain". Sua terra no sul da tradição norte-americana é aparente: Embora não seja um músico de blues, por si só, Matsson tira lições importantes dos gostos de Mississippi John Hurt e Bukka White ao perceber que sua guitarra fala tão alto e tão claramente quanto ele.
Sua reprodução é sofisticada, mas nunca exibicionista, alternando entre um violão ágil e o forte gosto enraizado pelo folk quase "primitivo". Se, devido à sua afinação ou a sua produção há algo claro e expectante sobre suas músicas, de modo que, mesmo na sua maioria abandonados, como em "Love Is All" ou "The Drying of the Lawns ", jogando Matsson da guitarra e dando assim uma esperança certa que suavemente destila tons dos mais diferentes para as músicas. Quando ele muda para um piano velho e surrado sobre o hino adolescente" Kids on the Run ", o efeito não é diminuído, mas ampliado, como um instrumento que repercute inquieto. Este é um momento inesperado e todo feito em cores que vieram antes dele, e Matsson pinta como um artista singular e distintivo.
Como cantor, ele se tornou muito mais confiante e capaz, usando esse astuto e limitado "croak" enganosamente com mais nuances e sutileza. O gancho de soluço em "Love Is All" soa como um ruído alegre, apesar da tentativa de mudar o tom da música e, a crueza de sua voz se presta à gravidade das acusações de "You're Going Back". 

Por outro lado, Matsson soa generoso sobre "Troubles Will Be Gone", quando ele canta, "O dia nunca é feito, ainda há uma luz sobre onde dormir, então eu espero que um dia seus problemas sejam eliminados". Matsson é um tanto romântico e realista e em Wild Hunt, ele usa lições do folk-pop como configurações para dar momentos mundanos - um outro break-up, uma outra excursão, uma outra mudança de estação, outra comparação á Dylan; uma grandeza tão desproporcional que não é difícil identificar e simpatizar com ele. 

Nota: 9,5

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Hurts - Happiness (2010)





Dentre todas as surpresas dançantes, pegajosas, monocromáticas e "cool" deste ano, o duo britânico formado porTheo Hutchcraft eAdam Anderson, mais conhecido como Hurts, foi de longe o destaque da minha playlist. Os sofisticados rapazes são responsáveis por uma sonoridadeeletrônica típica dosanos 80.

Desde já, os caras foram considerados pela BBC como "som próspero" para 2010. O estilo musical da dupla carrega referências dos anos 80, comoTears For FearsDepeche Mode e também Pet Shop Boys – tecladinho eletrônico retrô e letras emocionalmente sinceras. Não espere ver dois caras agitados ou visualmente coloridos no palco; ternos e expressões blasé são tudo o que você irá encontrar no Hurts. A sonoridade não me deixa mentir. É dançante? É. É para se acabar na dancefloor? Talvez. Há casos e casos.

O esperado (pelo menos por mim) álbum de estreia batizado 
Happiness, traduz ao ouvinte um sentimento de prazer e felicidade comedida, como indica o título. Para um debut, o álbum não faz feio e logo de cara traz ótimas músicas. É o caso de "Silver Lining", sempre num ritmo crescente - marchando quase ruidosa até estourar o lindo refrão. Logo em seguida a esgotada "Wonderful Life", que já caiu há tempos no gosto dos moderninhos de plantão e foi lançada num EP de remixes... é a mais dançante do álbum e seria boa se não tivéssemos enjoado de tanto escutá-la.

"Blood, Tears & Gold" é épica e desde o ínicio pode-se perceber o tom transcendental que ela ecoa - para ouvir no repeat até cansar. "Sunday" é climática do começo ao fim (entenda isso como desejar). "Stay" é a multi-instrumental do disco; tem coral feminino, piano, e até saxofone. "Illuminated" segue a linha épica de "Blood, Tears & Gold" e é um destaque do disco. " Evelyn" é bem lacônica... quem será Evelyn?




"Better Than Love" é o segundo single do álbum e foi lançada num EP com a maravilhosa "Mother Nature", sua b-side. "Devotion" conta com a participação da cantora pop Kylie Minogue e não poderia deixar de se tornar uma baladinha daquelas para tocar nas rádios. "Unspoken" também faz o estilo balada melancólica da faixa anterior e é uma das melhores faixas do disco, que encerra o setlist com a maravilhosa "The Water", na minha opinião, a melhor música do Hurts - é o que dizem, o melhor sempre fica para o final e não posso deixar de dizer que me surpreendi muito com o tom contemplativo dessa triste canção. E não se esqueça da faixa escondida do álbum, "Verona" - uma cancioneta boêmia que passa a impressão de que o Hurts chamou alguns amigos e cairam na noite bêbados cantando aos coros: "Verona, Verona, Verona!"

Hurts ainda é apenas uma aposta como tantos outros foram um dia. Se irão se consolidar, só o tempo dirá. Porém, a inegável qualidade presente nas letras, arranjos e inspirações fashion surpreendem, não só pela magnitude de seus responsáveis, mas também pela ótima fase que vivenciamos da música eletrônica calcada nas bases da época oitentista onde de tudo fez-se um pouco. Então, façam suas apostas e não se preocupem: dessa ninguém sairá ferido.

Nota: 7,0

sábado, 14 de agosto de 2010

Interpol - Interpol (2010)



Existem vários motivos pelos quais uma banda decide auto-intitular-se em seu quarto trabalho. No caso do Interpol fica fácil perceber os motivos; desde a difícil tarefa de expurgar a crítica negativa ao trabalho anterior (Our Love To Admire, que na minha opinião nem foi tão ruim assim devido à beleza de suas composições, etc.) como também o fato de uma tentativa de trazer à tona aquele velho Interpol de tempos atrás a.k.a. Turn On The Bright Lights e Antics.

Mas nem só dos revivals dos tempos áureos vive uma banda, principalmente uma banda de rock do calibre do Interpol. A saída do baixista Carlos D. após a gravação desse último trabalho, resultou em perdas e ganhos. Isso mesmo, no lugar do competente baixista, o não menos competente e talentoso David Pajo dá as caras.
Quanto a Paul Banks, esse é um caso perdido em meio ao obscurantismo que ele transpira em cada célula e cada nota que emite. Sua presença é a sombra que paira no âmago das melodias cada vez mais etéreas. Em Interpol, esqueça aquela urgência exacerbada dos dois primeiros trabalhos já citados e espere por faixas introspectivas e cheias de lirismo. Em "Success", faixa que abre o disco, percebemos logo nas primeiras notas que algo está vindo e não é difícil re-habituar nossos ouvidos aos lamentos em tom de romaria de Paul Banks.


Logo depois, tão repentinamente quanto a faixa anterior, "Memory Serves" destoa do meio da lama, abafada e arrastada como um nó no estômago - batidas lúgubres do começo ao fim. "Summer Well" tem um "quê" da nova face que o Editors assumiu recentemente em seu último disco. "Lights" é a melhor do disco sem dúvidas e representa a essência do Interpol. É uma música arrastada, cheia de suspense nos primeiros acordes, vocal sofrido e gélido. O vídeo de "Lights" também não decepciona; lembra um ensaio para algum editorial de moda. É gritante a estética obscura e "fashion" que o Interpol assume. 


"Barricade" é o eco dos tempos áureos da banda. Pelo menos é isso que todos estão dizendo e é tão boa quanto "Lights". "Always Malaise (The Man I Am)" = lamentos sem fim de um vocalista perdido em alguma atmosfera soturna. Em "Safe Without" é perceptível a influência post-punk que nunca abandonou a banda. "Try It On" tem um pianinho (ou misterioso demais ou chato demais) e conta até mesmo com assobios no início. "All of the Ways" lembra muito o álbum anterior da banda. Por fim, "The Undoing" soa como uma melancólica despedida e poderia muito bem tornar-se um single, pois tem tem um encanto indecifrável.

Interpol finalmente mostra sua cara aos fãs apreensivos. Se é um bom trabalho ou não, é um fator que divide opiniões. O legal desse trabalho é que definitivamente o Interpolrasga o véu e assume que sua principal influência não são as batidas roqueiras, mas o cinzento post-punk. Pelo visto a banda continuará nessa veia musical queiram os fãs ou não e Paul Banks e cia. fazem muito bem ao enraizarem no revival desse estilo oitentista. A redenção de Paul, na verdade, é sofrer as desilusões e a incompreensão de viver numa época talvez colorida demais. E cor é o que, por sorte, falta ao Interpol.

Nota: 8,0

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Land of Talk - Cloak and Cipher (2010)

Ouvir Land of Talk é uma grande satisfação. Para aqueles que não conhecem a banda, trata-se de um grupo canadense formado em 2005 que conta com os mágicos vocais de Elizabeth Powell, a alma do trio de Montreal
Transitando entre vocais aveludados e sensuais até momentos de pura euforia, a banda conseguiu muitos elogios com o debut Some Are Lakes e, particularmente, a faixa-título desse primeiro álbum é a minha canção favorita deles, e também a mais bela.


Transcorridos dois anos desde o trabalho anterior, o grupo canadense retorna à ativa comCloak and Cipher, talvez mais equilibrado e maduro. Muito do que se ouviu em Some Are Lakespermanece, mas de forma mais contida e melhor projetada. Confesso que não sou lá muito fã de vocais femininos, mas admito que não tem como escapar da autenticidade e talento de Elizabeth.


A bolacha inicia com a faixa-título "Cloak and Cipher": acústica, bateria ritmada, vocais quase sussurrados - é a introdução para o que se pode esperar daqui para frente; melodias trabalhadas e letras sinceras e cativantes. "Goaltime Exposure" é o que se poderia chamar de uma balada apaixonante com seus momentos de altos e baixos com vocais descompassados no estilo autêntico e sensual de Elizabeth; para ouvir no quarto e se perder em pensamentos. "Quarry Hymns" é a agitadinha do disco e quebra um galho para danças preguiçosas.


"Swift Coin" flerta com o shoegaze e o noise meio My Blood Valentine e um Sleigh Bells desacelerado. "Color Me Badd" faz a linha Florence and the Machine com ritmo e refrão enérgicos. "The Hate I Won't Commit" é arrastada e mantém o estilonoise/shoegaze/lo-fi. "Hamburg, Noon" é um híbrido da guitarra e vocais quase etéreos de Elizabeth levados pela bateria dominadora de Andrew Barr; talvez seja a faixa onde a banda se mostra mais unida e concisa. "Playita" é a baladinha romântica que sempre poderemos esperar nos trabalhos do Land of Talk, mas sem aquela ingenuidade das bandas pop românticas. A bolacha termina com a reflexiva "Better and Closer" com seus dedilhados de violão num clima acústico e atmosfera de sonho com os famosos sussurros da vocalista.


Land of Talk é uma banda que nasceu pronta e que fascina justamente por estar pronta mas não soar perfeita demais ou plástica demais. Nada é moldado ou segue uma receita. É apenas intuição feminina e bons profissionais envolvidos num projeto que já em seu segundo trabalho supera expectativas e traz mais qualidade às nossas audições sedentas por boas canções. Não deixe passar!
Nota: 8,9

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mystery Jets - Serotonin (2010)

"A serotonina é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios. Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Diferentes receptores detectam este neurotransmissor, envolvido em várias patologias. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como a ansiedade, depressão,obesidade,enxaqueca e esquizofrenia, entre outras. Em geral, os indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central".


Depois dessa aula de biologia, dá para perceber que o novo disco do Mystery Jets soa serotonina demais em cada faixa, cada verso. Parece que no momento em que compunham o disco, os integrantes ou estavam sob efeito desse neurotransmissor ou resolveram dar uma volta pelos nostálgicos anos 80, com quem sempre tiveram um flerte (eu diria até ingênuo e sem grandes ambições). Ao que se pode perceber, estavam mesmo muito deprimidos ou sob os tiques da esquizofrenia. Não que Serotonin seja um álbum ruim, mas para a maioria dos fãs que fizeram uma cuidadosa audição, pode ter parecido impactante o fato de que aquele velho Mystery Jets dos tempos do maravilhoso Twenty One, o albúm anterior, tenham sido sepultados nas batidas retrô e tenham ficado excessivamente românticos, melosos e grudentos como calda de açúcar.

Enquanto em Twenty One a banda encontrava em si mesma e nos seus integrantes os dilemas corriqueiros da vida e representavam isso com um lirismo e interpretação vindos do fundo da alma, em Serotonin percebemos os integrantes da banda mergulhados em dilemas românticos esbarrando quase, mas quase, em parâmetros cafonas de faixas como "Lorna Doone", que se não fosse pelo refrão uivado sem parar, até poderia ser uma boa canção.

É de se estranhar o fato daquela banda que em Twenty One soube transmitir a perfeição de refrões marcantes e profundos e em ritmos que eram pura melancolia, desatar em puro romantismo bobo e faixas não tão significantes assim nesse novo disco. Ou eles estavam dopados demais que não perceberam isso ou então podemos esperar umMystery Jets mais otimista daqui para frente, o que seria um desperdício de criatividade vindo deles, que sabem manipular o tédio, a tristeza em doses moderadas como nenhuma outra banda já o fez.

"Alice Springs" é uma boa faixa de abertura e soa como a banda que o Mystery Jets foi e também indica os caminhos que o Mystery Jets tomará. "Too Late to Talk" é a tradução do que a banda conseguiu em Serotonin: é uma faixa contaminada por esse neurotransmissor. "The Girl Is Gone" é um expoente dos dilemas amorosos bobinhos pelos quais a banda está afundada até o pescoço. "Flash a Hungry Smile" é dançante, assobiada e desconexa bem descompromissada onde os sintetizadores dão as caras, para ouvir em um passeio com o namorado(a). 

"Serotonin" é moderna, quase sussurrada que entra fundo nos 5 sentidos do nosso corpo, e acredite, é uma das melhores músicas desse novo disco e contém 0% da malfadada serotonina citada como quase perdição para a banda. "Dreaming of Another World" é o segundo single do disco e nessa faixa a banda conseguiu sintetizar o meloso com o retrô e o moderno de forma bem cool. "Lady Grey" demora para engatar mas depois vira uma baladinha para ouvir no quarto quando o tédio reinar. "Waiting On a Miracle" é talvez a faixa mais sóbria do disco, sem tanto drama por um coração partido. "Melt" é quase imperceptível até o refrão chegar.

Serotonin não é um Twenty One nem possui faixas tão grandiosas como "Flakes", "Veiled In Grey", "Umbrellahead", "First To Know", ou "Behind The Bunhouse" (isso só para citar algumas), porém passa longe de ser uma grande decepção. Que banda nunca passou por um momento instável e iludido na carreira? O ponto é que, a partir deSerotonin, talvez uma nova banda esteja pronta para vir à tona e mudar conceitos. E o que nós, fãs, esperamos, é que essa mesma banda que nos encanta desde sempre, não se esqueça totalmente de suas raízes já tão fixadas em nossas mentes assim como a nossa serotonina de cada dia.

NOTA: 7,5

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Amazing Surprise! Mixtape #

Blank Dogs - Phrases (2010) [Best EP of Year!]

 


Ceo - White Magic (2010) [AMAZING!]

Wild Nothing - Evertide EP (2010)

Neighbors - Hooligans EP (2010)